Planejando a implementação de um programa de qualidade

sábado, 21 de agosto de 2010

Nos dias atuais, a qualidade é um conceito de extrema importância para as organizações de uma forma geral. A melhoria contínua da qualidade é um dos maiores desafios a serem enfrentados pelas empresas, especialmente as que desejam conquistar novos mercados.
O processo de produção de software constitui-se de uma série de etapas que visam atender os requisitos de um cliente, levando-se em consideração os prazos e os custos da entrega de um produto de qualidade aceitável. Porém, ao longo das décadas verificou-se que é impraticável atender a todos estes objetivos sem a devida organização dos processos e conseqüente maturidade de uma organização. Principalmente quanto à disciplina e gerenciamento em nível básico, visando à  melhoria continuada de todas as etapas da produção de software.
O processo de preparação de uma empresa para a obtenção de uma certificação de qualidade é bastante longo e complexo. Por causa destas características é que o planejamento das atividades necessárias deve ser valorizado pelos responsáveis pela área de qualidade das organizações.
Não é nenhuma novidade que o planejamento é um ponto nevrálgico no processo de certificação, porém existe uma série de outros fatores que influenciam diretamente no sucesso das iniciativas de qualidade nas organizações.
Neste artigo, pretende-se mostrar as lições aprendidas em diferentes processos de implementação de modelos de qualidade em empresas desenvolvedoras de software.
Boas práticas para um programa de qualidadeAntes de dar o primeiro passo, as empresas que pretendem realizar uma implementação de um programa de qualidade devem realizar um planejamento, levantando quais são os objetivos da organização com a obtenção deste certificado de qualidade.
Além destes objetivos específicos, é importante levantar as demais metas do planejamento estratégico da empresa, a fim de alinhar o programa de qualidade para que o mesmo possa beneficiar a organização e proporcionar indicadores de sucesso.
Abaixo serão apresentadas as lições aprendidas divididas em três tópicos principais: Programa de Qualidade e GMP, Comunicação e Apoio da Alta Direção.

Questões relativas ao programa de qualidade e GMP
Depois de planejados os objetivos, é necessário focar na equipe que forma o Grupo de Melhoria de Processos da organização (GMP). Este deve ter dedicação exclusiva às questões relacionadas ao processo.
As atividades de processo, tais como: definição, treinamento, auditoria, atendimento aos usuários do processo, entre outras, são complexas e extenuantes.
Para isto, um colaborador que divida estas atividades com outras questões que não estão diretamente relacionadas não conseguirá ser produtivo, nem atender ao programa de qualidade com eficiência. Todos na equipe devem estar comprometidos com os objetivos de processo estabelecidos.
Devido à variedade e singularidade das atividades de processo, é  interessante que ocorra uma divisão clara de responsabilidades entre os membros do GMP, evitando assim atividades sobrepostas e uma possível confusão entre os seus integrantes.
A divisão de responsabilidades permite que sejam identificadas mais facilmente as origens de possíveis problemas e torna o monitoramento da situação do processo mais simples.
É necessário realizar um trabalho forte e pontual com GMP, conscientizando o grupo de que o processo sempre pode ser “melhor” do que o atual.
Por melhoria de processo entenda-se: simplificação e automatização de atividades, eliminação ou agrupamento de artefatos e revisão da necessidade de etapas.
Isto não significa que o processo precise mudar a todo instante, mas que se crie uma espécie de backlog que seja revisado em uma freqüência estabelecida pelos participantes e executantes do processo.
Para este backlog funcionar corretamente, deve conter as idéias da equipe de processos (GMP), bem como, todas as contribuições possíveis dos usuários do processo.
As implementações de programas de qualidade têm mostrado que tratá-las como projetos reais, com planejamento, monitoramento, definição de marcos, controle de custos e um cronograma pré-estabelecido é uma boa prática a ser seguida, além de permitir aos envolvidos enxergar o trabalho realizado e o que ainda resta para o alcance dos objetivos.
É importante salientar que o coordenador do GMP deve ter experiência ou facilidade no gerenciamento de pessoas e principalmente no gerenciamento de conflitos. Esta pessoa deve ter um perfil motivador e que tenha sensibilidade para orientar os membros da organização na realização de ações que permitam superar as dificuldades que certamente surgirão no decorrer do programa.
Mesmo que os componentes do GMP possuam qualificação suficiente para a implementação, a ajuda externa, através de consultorias, avaliações e diagnósticos, é essencial para obter uma visão “fora da caixa” do programa de qualidade e corrigir eventuais erros no traçado da rota em busca da qualidade.
Questões relativas à comunicaçãoUm GMP costuma ser alvo de muita beligerância nas organizações, pois interferem diretamente no modo de trabalhar das pessoas.
Uma sugestão é identificar e propagandear os benefícios que a utilização do processo pode trazer para todos. Também faz parte assumir quando partes do processo não estão boas ou adequadas e comprometer-se em revisá-lo e melhorá-lo.
O planejamento de comunicação interna é um fator muito importante em um programa de qualidade. O processo deve ter divulgação, material de apoio, campanhas, atividades de treinamento e participação da alta direção (Sponsor) e do GMP.
Deve-se tentar vender o processo dentro da empresa como se vende os próprios produtos de softwares para os clientes.
Para isto, é importante conhecer a cultura organizacional para poder definir qual será a forma de divulgação. Campanhas bem-humoradas têm se mostrado eficientes ao suavizarem a imagem fria e inflexível que os processos possuem.
É essencial recompensar os envolvidos. Não apenas ao atingir objetivos, mas também pela participação. Pequenas recompensas, como elogios, reconhecimento em público, reuniões com coffee breaks são motivadores e aumentam o comprometimento da equipe. É impressionante como pequenas coisas fazem a diferença em um projeto tão longo e complexo.
A experiência mostrou a importância de disseminar o conhecimento a respeito dos modelos e implementação de processos de software na organização. Quando os colaboradores possuem este conhecimento, torna-se mais fácil o treinamento, a reação negativa as mudanças será menor e os feedbacks serão mais qualificados.
Questões relativas ao apoio da direção Os executivos da organização devem estar convencidos dos benefícios que um programa de qualidade pode trazer e de que os resultados podem demorar alguns ciclos de execução para serem alcançados. É claro que todos os níveis organizacionais devem estar comprometidos, mas a hierarquia superior deve estar alinhada e dedicada a apoiar as atividades do GMP.
Um programa de qualidade implicará em mudanças na cultura da empresa que nem sempre serão simples de efetuar. Cabe aos principais executivos compreenderem isto e apoiar o projeto. Um programa de qualidade não deve ser encarado como um carimbo atestando a qualidade e sim como uma mudança na forma de atuação da empresa.
O suporte financeiro é fundamental para a implementação de um programa de qualidade em uma organização, pois estes não são baratos e os resultados não aparecem de uma hora para outra.
Entre os altos custos, está o próprio GMP, alocação de pessoas em atividades não vinculadas a projetos externos, materiais de apoio e de divulgação, treinamento externos e aquisição de ferramentas. Desde o início do programa deve-se ter bem claro e estabelecido pela alta direção qual o orçamento que o GMP terá a disposição. É importante vender o programa de qualidade como um investimento com retorno a médio/longo prazo.

A busca pela qualidade não é simples, mas está longe de ser impossível. É um trabalho de melhoria contínua com resultados interessantes para todos os stakeholders da organização. A empresa que deseja qualificar seu processo de desenvolvimento de software deve estar ciente de que não será mais a mesma, que muita coisa pode mudar e que algumas verdades absolutas poderão deixar de existir.
Por envolver toda a organização, um programa de qualidade afeta e é  afetado por diversos fatores. Este artigo foi escrito com o objetivo de auxiliar empresas que estão começando ou já implementando iniciativas de qualidade a identificar e se preparar para o impacto que cada uma das “forças” descritas pode causar no caminho em busca da qualidade total.

Postado por Alexandre Luiz
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Cursos Gratuitos - Comece agora mesmo!

Existem muitos cursos no mercado que são conceituados, com certificados e o mais interessante, de graça! Abaixo estarei listando alguns cursos voltados a Processos Gerenciais.

Link 1: FNQ é Fundação Nacional da Qualidade, um centro de estudo de técnicas aplicadas a gestão com excelência, um dos melhores que vi. Para faze-lo sugiro que pegue uma caneta e papel efaça anotações, pois serão aplicados uns testes. : http://www.fnq.org.br/site/458/default.aspx

Link 2: Cursos do sebrae, també, são bons. http://www.ead.sebrae.com.br/hotsite/

Link 3. Cursos da fundação Bradesco, existe vários, mas indico o programas de produtividade http://www.ev.org.br/Cursos/Lists/Cursos/CursosOnline.aspx?List=98e0d3db-98a8-470b-add0-1ca8f9acf05c&ID=92

São cursos que tenho feito e sugiro, pois são muito bons.

Postado por Alexandre Luiz
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Postura de empreendedor é importante em época de crise?

Renato Grinberg, especialista em mercado de trabalho, afirma que para garantir o emprego em época de crise é necessário que o profissional assuma postura de empreendedor. Aquele profissional que acha que basta ser pontual, respeitar a cultura da empresa e cumprir com as funções de seu cargo para ter o emprego garantido, precisa repensar sua conduta. Obviamente tudo isso é importante, mas em época de crise, aquele profissional que não for além e realmente contribuir para o sucesso da empresa, estará correndo um sério risco de perder o emprego.

Para Renato Grinberg, diretor Geral do Trabalhando.com.br e especialista em mercado de trabalho, é necessário que o profissional apresente uma postura de empreendedor. “O profissional que vai sempre ter emprego é aquele que é pró-ativo indo além do que lhe é pedido, ou seja, ele pensa e age como dono da empresa e não como um simples funcionário”, afirma Grinberg.


Pensar e agir como o dono da empresa significa sempre buscar maior eficiência, menores custos e melhores resultados, independente do setor da empresa em que o profissional atue. “Por exemplo, mesmo um diretor de arte que teoricamente não está envolvido em gestão de custos, deve buscar proativamente uma redução de custos e não esperar que alguém lhe diga que o momento é de crise e que é necessário cortar custos”, explica Grinberg.


Abaixo Renato Grinberg descreve 5 características essenciais de um profissional com esse perfil:


1. Sempre está buscando maneiras de melhorar seu rendimento e agregar mais valor para a empresa;

2. Entende que sua responsabilidade vai além da função que exerce;
3. Possui atitude pró-ativa procurando se antecipar e resolver potenciais problemas antes mesmo deles acontecerem;
4. Está sempre disposto a ajudar seus colegas a resolverem problemas, mesmo que esses problemas não sejam relacionados à sua área ou cargo;
5. Não se deixa abater com os desafios do dia-a-dia mostrando flexibilidade para rapidamente se adaptar mesmo enfrentando situações adversas.

Postado por Alexandre Luiz
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Bons Tempos para Profissionais Empreendedores!

Empreendedorismo é um termo bastante em alta e discutido cada vez mais neste país. Percebo, no entanto, ao conversar com algumas pessoas conhecidas, que a visão “popular” que se tem do termo está bastante associada a “montar um negócio ou empresa”.
Tudo bem que isto é mesmo empreender, mas penso ser importante compartilhar com o leitor uma visão muito mais ampla e democrática do termo. Faço isto porque verifico que jovens em início de carreira, estejam empregados ou atuando como profissionais liberais, dão pouca importância ao tema por acreditar que não diz respeito a eles, já que não querem “abrir um negócio”!
Empreender é atitude! É postura e posicionamento na vida. Tem a ver com conhecimento técnico sim, mas muito mais com desenvolvimento comportamental, foco, persistência, entusiasmo e paixão. E tem muito a ver com PLANEJAMENTO!
Diversos profissionais liberais e jovens recém egressos passam hoje por agruras, sem encontrar um lugar no mundo do trabalho por falta desta característica. Ora, até para se procurar emprego hoje é preciso empreender. É preciso planejar, buscar informação, preparar-se, informar-se e agir. Tem gente que nem procurar emprego sabe, quanto mais conseguir clientes como profissional liberal.
Veja bem, o que vai fazer você conseguir ou não clientes e arranjar ou não um emprego não é a qualidade técnica que você apresenta em seu campo de trabalho, e sim a postura empreendedora que você adotar para “impulsionar” o uso desta qualidade técnica, que é claro, deve ser excelente.
O médico mais solicitado não é necessariamente o que tirou as melhores notas ou estudou nas melhores faculdades, e sim aquele que sabe “fazer clientes”, criar sua imagem, ou seja, empreende como forma de “vender” sua qualidade técnica.

Empreendedorismo é comportamento! É modo de atuação! Não é abrir empresa apenas.
Com as novas tendências em gestão de pessoas do mercado, até mesmo para ser um “empregado” já se exige postura empreendedora. É gente que tem idéia, planeja, organiza, faz, erra, refaz, muda aqui, mexe ali, estuda, procura, remexe outra vez, cai, levanta e faz acontecer o que quer que seja; um emprego, uma festa, uma carteira de clientes ou mesmo organizar um passeio.
A má notícia é que a maioria de nós não foi criada para empreender, e sim para executar, acatar, obedecer e não transgredir. Resultado? O sujeito se forma e fica igual uma planta, sem saber o que fazer; alguns poucos dão sorte e “acontecem” em suas profissões, mas a maioria sobra, e acaba ocupando postos de trabalho que nada tem a ver com aquilo que queriam, ganhando pouco e infelizes. Alguém falou em depressão aí?

Já as boas notícias são que empreender é um comportamento que pode ser desenvolvido por qualquer um, e que jamais houve um tempo tão propício para se fazer isto. Entidades, empresas, ONGs, grupos independentes e órgãos governamentais, todos estão aí, fomentando o tal empreendedorismo como forma de despertar na população uma postura mais ativa e realizadora na vida.
Se você vai se graduar em breve, se é um profissional em início de carreira ou se sente que está “estagnado” ou sem rumo, aí vai uma dica. Estude sobre empreendedorismo, entenda este comportamento e procure aplicá-lo a todas as esferas da sua vida. Você perceberá com o tempo que será muito mais “dono de si” e capaz de realizar coisas maravilhosas.
Divulgo esta mensagem porque acredito que só o empreendedorismo pode salvar este país e nos ajudar a construir um futuro melhor. Só o empreendedorismo é capaz de criar pessoas ativas, responsáveis, realizadoras e donas de suas vidas. Pessoas que não esperam acontecer nem ficam protestando para que a sociedade arranje um lugar para elas.
Pessoas que dão o passo,correm o risco, sacodem a poeira e fazem a vida acontecer. Por isso, empreenda, você não vai se arrepender, e o país agradece!
 

Postado por Alexandre Luiz
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Conceito Empreendedorismo

O tema empreendedorismo é secular, tão antigo que achar obras literárias sobre o tema não é uma tarefa difícil, aliás, é natural já que se trata de um tema tão popular e antigo, segundo Dolabela (2006) "empreendedorismo não é um tema novo ou modismo: existe desde sempre, desde a primeira ação humana inovadora, com o objetivo de melhorar as relações do homem com os outros e com a natureza".
Se existem muitas obras sobre o assunto, as definições do tema são as mais diversaS são apresentados vários conceitos, mas a grande maioria converge no mesmo ponto,a inovação, aliada a força de vontade, e a grande busca de resultados. Para Angelo (2003) "empreendedorismo é a criação de valor por pessoas e organizações trabalhando juntas para implementar uma idéia por meio da aplicação de criatividade, capacidade de transformar e o desejo de tomar aquilo que comumente se chamaria de risco".
Segundo definição de Barreto (1998) "empreendedorismo é a habilidade de se conceber e estabelecer algo partindo de muito pouco ou quase nada", assim Barretos enfatiza a grande importância do trabalho, além da capacidade de maximizar recursos.
Uma outra definição interessante é a de Schumpeter (citado por FILION,1999) onde expõe que "empreendedorismo está na percepção e aproveitamento das novas oportunidades no âmbito dos negócios ... sempre tem a ver com criar uma nova forma de uso dos recursos nacionais, em que eles sejam deslocados de seu emprego tradicional e sujeitos a novas combinações."
Segundo Timmons (citado por DOLABELA, 2006), "o empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o século 21 mais do que a revolução industrial foi para o século 20", ao comparar com a revolução industrial, a grande responsável por radicais mudanças no século 20, demonstra o grau de importância para a sociedade do tema empreendedorismo.
Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas -SEBRAE (2009) o empreendedor tem como característica básica o espírito criativo e pesquisador. Ele está constantemente buscando novos caminhos e novas soluções, sempre tendo em vista as necessidades das pessoas.A essência do empresário de sucesso é a busca de novos negócios e oportunidades e a preocupação sempre presente com a melhoria do produto. Enquanto a maior parte das pessoas tende a enxergar apenas dificuldades e insucessos, o empreendedor deve ser otimista e buscar o sucesso, apesar das dificuldades.
Já para Dornelas (2008) "empreendedorismo é o envolvimento de pessoas e processos que, em conjunto, levam a transformação de idéias em oportunidades" enfatiza assim de forma mais geral o real objetivo do empreendedorismo, que é gerar oportunidades.
Todas estas definições exprimem de forma muito clara o que vem a ser o tema empreendedorismo, porém cabe uma definição mais sucinta, onde traga palavras chave, assim:
Empreendedorismo é o ato de aproveitar oportunidades, inovar, planejar, arriscar, empenhar, ser perseverante, acreditar na idéia e transformar em realidade, este ato se aplica em qualquer área, seja um novo negócio, seja um novo processo ou um novo produto, um novo método, tanto faz.

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Fonte: WEB ARTIGOS
Postado por Alexandre Luiz
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Marketing

segunda-feira, 2 de agosto de 2010






Marketing
Composto
Marketing | Marketing mix | Produto (economia) | Preço | Promoção | Comunicação | Distribuição (marketing)
Promoção
Propaganda (comunicação) | Publicidade | Campanha Publicitária | Criação (publicidade) | Relações públicas | Marketing direto | Buzz marketing | E-mail marketing | Marketing viral | Marketing de Relacionamento | Marketing de guerrilha | Marketing de massa | Trade Marketing
Mídias
Televisão | Rádio | Jornal | Revista | Internet
Produto
Produto (economia) | Design de produto | Metodologia de projeto | Estratégias de produto
Estratégia e conceitos
Estratégia | Estratégia competitiva | Estratégias competitivas genéricas | Estratégias de marketing | Planejamento estratégico | Plano de marketing | Cultura de Massa | Marketing de serviços | Marketing político | Mercado | Mídia | Pesquisa de mercado | Veículos | Posicionamento (marketing) | Segmentação de mercado | Telemarketing | Valor | Vantagem competitiva | Variáveis Mercadológicas
Tecnologias
Animação | Hipermídia | Podcasting | Radiodifusão | Telecomunicações
Outros verbetes
Ver Categoria:Marketing

Marketing é a parte do processo de produção e de troca que está relacionado com o fluxo de bens e serviços do produtor ao consumidor. É popularmente definida como a distribuição e venda de mercadorias. Marketing inclui as atividades de todos aqueles que se dedicam à transferência de mercadorias desde o produtor até ao consumidor.
Marketing tem muitas definições técnicas e até tentativas de tradução para o português como Mercadologia (RICHERS, 1986) ou "Mercância" (GRACIOSO, 1971). Seguem algumas consideradas mais significativas. Idiomaticamente, no uso diário, significa: "comercialização", mas também realização. Engloba todo o conjunto de atividades de planejamento, concepção e concretização, que visam a satisfação das necessidades dos clientes, presentes e futuras, através de produtos/serviços existentes ou novos. O Marketing identifica a necessidade e cria a oportunidade. Abaixo algumas definições citadas na literatura mundial:
Marketing é uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a entrega de valor para os clientes, bem como a administração do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público interessado. (AMA - American Marketing Association - Nova definição de 2005).
  • Marketing é um processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros (KOTLER e KELLER, 2006).
  • Marketing é a entrega de satisfação para o cliente em forma de benefício (KOTLER e ARMSTRONG, 1999).
  • Marketing são as atividades sistemáticas de uma organização humana voltadas à busca e realização de trocas para com o seu meio ambiente, visando benefícios específicos (RICHERS, 1986).
  • Marketing é o conjunto de operações que envolvem a vida do produto, desde a planificação de sua produção até o momento em que é adquirido pelo consumidor (Dicionário Michaelis).
  • Marketing é o conjunto de estratégias e ações que provêem o desenvolvimento, o lançamento e a sustentação de um produto ou serviço no mercado consumidor (Dicionário Novo Aurélio).
  • Marketing conjunto de operações executadas por uma empresa envolvendo a venda de um produto, desde a planificação de sua produção até o momento que é adquirido pelo consumidor (Dicionário Melhoramentos).
  • Marketing se observada de forma pragmática, a palavra assume sua tradução literal: Mercado. Pode-se, então, afirmar que Marketing é o estudo do mercado. É uma ferramenta administrativa que possibilita a observação de tendências e a criação de novas oportunidades de consumo visando a satisfação do cliente e respondendo aos objetivos financeiros e mercadológicos das empresas de produção ou prestação de serviços (FRAGA, Robson, 2006).
  • Marketing é despertar nos consumidores suas necessidades reprimidas e demonstrar como supri-las através de produtos e/ou serviços. (NÓBREGA, Moacir, 2008).
  • Marketing é a capacidade de identificar por meio de estudos científicos do mercado as necessidades e oportunidades de produtos e serviços gerados para um determinado público-alvo, trazendo benefícios financeiros e/ou administrativos aos clientes através de transações bilaterais. (JAQUES, Leonardo, 2009).

O conceito contemporâneo de Marketing engloba a construção de um satisfatório relacionamento a longo prazo do tipo ganha-ganha no qual indivíduos e grupos obtêm aquilo que desejam e necessitam. O marketing se originou para atender as necessidades de mercado, mas não está limitado aos bens de consumo. É também amplamente usado para "vender" idéias e programas sociais. Técnicas de marketing são aplicadas em todos os sistemas políticos e em muitos aspectos da vida.

História do marketing

 Origens

Apesar de encontrarmos suas "raízes" ao longo da história da humanidade, na própria gênese do comércio, o marketing é um campo de estudo novo se comparado com os demais campos do saber.
O estudo do mercado surgiu da necessidade dos industriais em administrar a nova realidade oriunda da Revolução Industrial , que causou uma transformação de um mercado de vendedores para um mercado de compradores. Neste estágio o marketing ainda é inseparável da economia e da administração clássica, pois inicialmente sua preocupação era puramente de logística e produtividade, com o intuito de maximização dos lucros. Os consumidores não tinham qualquer poder de barganha e a concorrência era praticamente inexistente.
Tal realidade manteve-se inalterada até fins da Segunda Guerra Mundial quando, então, reagindo ao crescimento da concorrência, mercadólogos começaram a teorizar sobre como atrair e lidar com seus consumidores. Surgiu então a cultura de vender a qualquer preço.
P.T. Barnum, autor de `The Art of Money Getting` foi um ícone deste período, cheio de truques que faziam da arte de vender quase um espetáculo de charlatanice e que faz com que até hoje os profissionais do mercado sejam vistos com desconfiança. Outros autores da época são W.D. Scott, autor de The Psychology of Advertising, e H.L Hollingworth que escreveu Advertising and Selling. As técnicas existentes baseavam-se mais na intuição do que na prática. Eram técnicas ingênuas e/ou maliciosas que estavam misturadas a ferramentas eficientes.
Um dos fatores mais atuais de Marketing encontra-se na parte dos virais e de ações coordenadas, onde a questão ética é fundamentada em fatores básicos. A ação de marketing é coordenada através de um plano de estratégia de marketing.

Precursores

Nos anos 40, os primeiros estudos sobre o marketing vieram com trabalhos como o de Walter Scott, sobre a aplicação da psicologia na propaganda e o de William J. Reilly sobre as Leis de gravitação do varejo. A questão crucial era se as teorias de mercado podiam ou não se desenvolver. Autores como Roland Vaile e outros afirmavam que nunca seria possível desenvolver uma teoria mercadológica genuína, pois consideravam esta extremamente subjetiva, quase uma forma de arte. Por outro lado, Bartels e outros começavam a admitir que existia uma potencialidade para a teoria mercadológica se tornar uma ciência. Em 1954, pelas mãos de Peter Drucker ao lançar seu livro “A Prática da Administração”, o marketing é colocado como uma força poderosa a ser considerada pelos administradores.

Filosofias de administração de marketing

Na maior parte das empresas, o marketing ocupava, há 50 anos, apenas um lugar modesto no organograma, o de um serviço comercial, composto por alguns vendedores e empregados e muitas vezes estava subordinado ao diretor de produção ou diretor administrativo, mas aos poucos, essa função foi-se alargando progressivamente e colocada no mesmo plano das outras direções de produção, financeira e de recursos humanos.
Atualmente, pode-se ver a mesma empresa praticando diferentes filosofias de marketing ao redor do mundo e ver empresas usando filosofias diferentes do marketing em um mesmo mercado: orientação para produção, produto, venda, cliente e sociedade, podendo-se identificar na evolução do marketing as seguintes filosofias para sua administração.
  • Orientação para produção: A grande questão, para as empresas, era produzir e não vender. O papel do marketing é, essencialmente, entregar produtos em locais onde possam ser comprados. Considera que os consumidores preferem os produtos de melhor qualidade, desempenho e aspectos inovadores. Portanto as organizações deveriam esforçar-se para aprimorar seus produtos permanentemente.
  • Orientação para vendas: Uma orientação para vendas envolve a concentração das atividades de marketing na venda dos produtos disponíveis. Normalmente utilizada quando a oferta de produtos e serviços é maior do que a demanda.Ênfase em promoções e vendas.
  • Orientação para o cliente: A função principal da empresa não é mais produzir e vender, mas satisfazer à clientela, consultando-a antes de produzir qualquer coisa, via estudos de mercado e com base nessa consulta, caso seja favorável, oferecer-lhe produtos/serviços/idéias de qualidade e valor, para que os consumidores voltem a comprar e a falar bem da empresa e de seus produtos.
  • Orientação para o marketing societal (marketing socialmente responsável): Sustenta que a organização deve determinar as necessidades, desejos e interesses do mercado-alvo e então proporcionar aos clientes um valor superior de forma a manter ou melhorar o bem-estar do cliente e da sociedade.
  • Orientação para o marketing holístico: Nesta abordagem a empresa deve tentar compreender e administrar toda a complexidade envolvida na gestão de marketing de uma empresa.

Década de 1950

Os primeiros passos para a difusão do Marketing foram dados por Peter Drucker, ainda que implicitamente, em 1954, com o lançamento do livro "A Prática da Administração". Não se tratava propriamente de um estudo detalhado sobre Marketing, mas foi o primeiro registro escrito que cita esta ferramenta como uma força poderosa a ser considerada por administradores focados no mercado.

Década de 1960

A primeira grande mudança neste cenário veio em 1960 por Theodore Levitt, mais tarde intitulado o pai do marketing, professor da Harvard Business School. Seu artigo na revista Harvard Business Review intitulado "Miopia de Marketing", revelou uma série de erros de percepções, mostrou a importância da satisfação dos clientes e transformou para sempre o mundo dos negócios. O vender a qualquer custo deu lugar à satisfação garantida. Não é à toa que assistiu-se logo após este período um renascimento das marcas como Coca-Cola, Sears, Marlboro, etc..
O mundo do marketing começou a borbulhar, artigos científicos foram escritos, pesquisas feitas e dados estatisticamente relevantes traçados. Separou-se as estratégias eficientes dos achismos e viu-se a necessidade de um estudo sério do mercado. Este conhecimento adquirido ficou espalhado, difuso, muitas vezes restrito ao mundo acadêmico. Em 1967, Philip Kotler, professor da Kellogg School of Management, lança a primeira edição de seu livro "Administração de Marketing", onde pôs-se a reunir, revisar, testar e consolidar as bases daquilo que até hoje formam o cânone do marketing.

Década de 1970

Nos anos 70 destacou-se o fato de surgirem departamentos e diretorias de marketing em todas as grandes empresas. Não se tratava mais de uma boa ideia, mas de uma necessidade de sobrevivência. É nesta época que se multiplicam os supermercados, shoppings centers e franchises.
De fato, a contribuição do marketing é tão notória no meio empresarial, que passa rapidamente a ser adotada em outros setores da atividade humana. O governo, organizações civis, entidades religiosas e partidos políticos passaram a valer-se das estratégias de marketing adaptando-as às suas realidades e necessidades.O marketing envolve questões financeiras , voltadas á sua teoría de " Vender a qualquer custo " passou a ser vista de outra forma:" Satisfação em primeiro lugar ". Hoje em dia o MARKETING esta em praticamente todas as áreas.

Década de 1980

Em 1982, o livro "Em Busca da Excelência", de Tom Peters e Bob Waterman inaugurou a era dos gurus de marketing. Num golpe de sorte editorial, produziram o livro de marketing mais vendido de todos os tempos, ao focarem completamente sua atenção para o cliente. O fenômeno dos gurus levou o marketing às massas, e portanto as pequenas e médias empresas, e a todo o tipo de profissional. Talvez por isso, e também por uma necessidade mercadológica o marketing passou a ser uma preocupação direta da alta direção de todas as mega-corporações, não estando mais restrita a uma diretoria ou departamento.
O fenômeno dos gurus entretanto é responsável pelo posterior descuido com o rigor da investigação científica e uma tendência a modismos. Nesta época floresceram diversos autores que logo caíram no anonimato e outros como Al Ries por definir o conceito de posicionamento, Jay Conrad Levinson por conceituar o marketing de guerrilha e Masaaki Imai pai do Kaizen que ganharam reconhecimento no mundo dos negócios e reputação por suas idéias e abordagens originais.

Década de 1990

Assim como fez em muitos outros setores, o avanço tecnológico dos anos 90 teve um forte impacto no mundo do marketing. O comércio eletrônico foi uma revolução na logística, distribuição e formas de pagamento. O CRM (Customer Relationship Management) e o serviços de atendimento ao consumidor, entre outras inovações, tornaram possível uma gestão de relacionamento com os clientes em larga escala. E como se isso não fosse o suficiente a Internet chegou como uma nova via de comunicação. É a época do maximarketing de Stan Rapp, do marketing 1 to 1, da Peppers & Rogers Group, do aftermarketing de Terry G. Vavra e do marketing direto de Bob Stone ou seja, caracterizou-se por uma constante busca pela personalização em massa.
Outra tendência do período foi o fortalecimento do conceito de marketing societal no qual tornou-se uma exigência de mercado haver uma preocupação com o bem-estar da sociedade. A satisfação do consumidor e a opinião pública, passou a estar diretamente ligada a participação das organizações em causas sociais, e a responsabilidade social transformou-se numa vantagem competitiva.

Década de 2000

A virada do milênio assistiu a segmentação da televisão a cabo, a popularidade da telefonia celular e a democratização dos meios de comunicação especialmente via Internet. A World Wide Web já estava madura o suficiente e nos primeiros anos desta década surgiram uma infinidade de pesquisas e publicações sobre Webmarketing e Comércio eletrônico. Isso revolucionou tanto a logística como a oferta de produtos, e o cliente passou a ter informações e poder de barganha nunca antes vistos. Era de se esperar que isso influenciasse a maneira com a qual os consumidores interagiam com as empresas e entre si. A mídia espontânea, conseguida por esforços de Assessoria de imprensa, Relações Públicas, Marketing Social, começam a tomar o espaço da propaganda tradicional. O nascimento do marketing de permissão, de Seth Godin, a conceitualização do marketing boca-a-boca por George Silverman, a explosão do buzz marketing e do marketing viral, por autores como Russell Goldsmith e Mark Hughes e o amadurecimento do crossmedia e dos ARGS's ( Alternative Reality Games) também são consequências deste fato que influenciaram tanto o marketing como a comunicação.

Década de 2010

Marketing de Busca

Como a busca se tornou parte essencial da rotina dos usuários da Internet. Com isso, o Marketing de Busca, que é um dos tipos de Marketing digital, tem atraído cada vez mais atenção.
Podemos definir Marketing de Busca como um conjunto de estratégias que visam atingir o cliente em potencial no momento em que ele busca um produto, serviço ou qualquer informação na internet. As estratégias englobam os links patrocinados e a otimização para sites de busca.

Segmentação do mercado-alvo

As primeiras coisas a serem definidas em qualquer planejamento de marketing é quem são seus consumidores e qual exatamente é seu mercado-alvo. Por maior e mais poderosa que seja, nenhuma empresa pode fazer um bom trabalho em todos os mercados e satisfazer todas as suas necessidades. Segmentar o mercado é dividi-lo em grupos com características e interesses semelhantes. É imperativo encontrar um segmento de mercado onde estão os clientes em potencial com necessidades similares àquelas que a empresa deseja e pode atender.
Um segmento de mercado é o resultado desta divisão de um mercado em pequenos grupos. Este processo é derivado do reconhecimento de que o mercado total é freqüentemente feito de grupos com necessidades específicas. Em função das semelhanças dos consumidores que compõem cada segmento, eles tendem a responder de forma similar a uma determinada estratégia de marketing. Isto é, tendem a ter sentimentos, percepções e comportamento semelhantes.

Criação de valor

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Uma oferta de marketing só alcançará êxito se proporcionar valor ao seu mercado-alvo. O cliente recebe benefícios e assume custos, por isso definimos valor como a razão entre tudo aquilo que o cliente recebe e tudo o que sacrifica ao fechar um acordo. É muito mais complexo do que uma simples troca comercial. Os benefícios incluem benefícios funcionais e emocionais, os custos incluem custos monetários, de tempo, de energia e psicológicos.
Valor: traduz-se na taxa dos benefícios em relação ao sacrifício necessário para obter esses benefícios. A criação de valor para o cliente é a peça chave do Marketing bem sucedido, mas, devido ao facto de o valor ser determinado somente pela percepção do cliente, pode ser difícil de quantificar. Os clientes valorizam mercadorias e serviços com a qualidade que esperam e que sejam vendidos pelos preços que eles desejam pagar. Os profissionais de Marketing interessados no valor para o cliente : ­:* Oferecem produtos que desempenham a sua função: este é o requisito mínimo indispensável. Os clientes perdem a paciência com produtos inferiores; ­:* Dão aos clientes mais do que eles esperam ­:* Evitam preços irreais ­:* Mostram os factos aos clientes: actual/ o cliente sofisticado deseja publicidade informativa e vendedores inteligentes. ­:* Oferecem serviços e suporte pós-venda. ­:* SATISFAÇÃO DOS CLIENTES
Muitas pessoas confundem o real conceito de VALOR com PREÇO. PREÇO é o custo financeiro de um bem para a sua aquisição. VALOR é uma comparação psicológica sobre a funcionalidade do bem com o seu preço. Um indivíduo só se dispõe a comprar se o PREÇO for igual ou abaixo do valor estipulado pelo seu inconsciente, baseado na funcionalidade para o uso próprio.
Ex: Uma loja vende uma gravata por $100,00. Se a gravata, na minha opinião, tiver a importância e funcionalidade que faça valer os $100,00, eu estarei disposto a comprá-la. Se meu estado psicológico informar que esta gravata tem importância e funcionalidade mas não me faz valer $100,00, então não a comprarei.
Para pequenos empresários, baixar o preço de seus produtos significa aumentar vendas. De certa forma sim, mas ao mesmo tempo preço vem atrelado, inconscientemente, a qualidade do produto. Pessoas, na maioria dos casos, atrelam preço alto a boa qualidade e preço baixo a qualidade inferior. O grande objetivo não é baixar preços, e sim elevar o valor do bem na concepção dos clientes. É esse o trabalho do marketing, gerar valor.

Mercado e Valor

O mercado é ainda, como um todo, uma sociedade de massa, de modo que o estudo da Psicologia das Massas também é relevante. Segundo William McDougall, as massas se comportam como um animal selvagem.
  • Aumento de benefícios.
  • Redução de custos.
  • Aumento de benefícios e redução de custos.
  • Aumento de benefícios em proporção maior do que o aumento de custos.
  • Redução de benefícios em proporção menor do que redução de custos.
Outra forma de aumentar a proposta de valor é mostrar ao consumidor que se leva mais qualquer coisa além do produto adquirido, concretizemos esta idéia com o caso de marketing pessoal de David Beckham. A imagem com que o jogador do Los Angeles Galaxy aparece, vende, quer seja o penteado ou os brincos que usa. Quem consome as réplicas das camisas com que ele joga, ou quem compra uns brincos iguais aos dele, ou até mesmo que use o mesmo corte de cabelo, acaba por ter uma satisfação acrescida, além do produto físico.
Estima-se que o custo de atrair um novo consumidor é cinco vezes o custo de manter um consumidor fiel. Assim, uma das principais tarefas do marketing é manter seus consumidores satisfeitos. A satisfação do mercado-alvo depende diretamente do desempenho da oferta em relação as expectativas dos clientes. A expectativa por sua vez é construída a partir de experiências anteriores dos consumidores e da reputação, promessas e informações fornecidas pela empresa.
O cliente ficará satisfeito se o desempenho alcançar suas expectativas, e insatisfeito se não alcançar. Se o desempenho for além e superar as expectativas, o cliente então ficará altamente satisfeito ou encantado. Um cliente encantado, vale dez vezes mais para a empresa do que um cliente satisfeito, isso porque os altamente satisfeitos são muito menos propensos a mudar para a concorrência quando parece surgir oferta melhor. Os diferentes aspectos que contribuem na gestão desta satisfação podem ser contemplados pelo composto mercadológico.

Composto mercadológico

O composto mercadológico, composto de marketing, marketing mix ou simplesmente 4Ps (quatro pês) foi formulado primeiramente por Jerome McCarthy em seu livro Basic Marketing (1960) e trata do conjunto de pontos de interesse para os quais as organizações devem estar atentas se desejam perseguir seus objetivos de marketing. O composto é dividido em 4 secções, as quais são:
Robert Lauterborn sugeriu que os 4Ps do vendedor correspondem aos 4Cs dos clientes.
4Ps - 4Cs
  • Produto - Cliente (solução para)
  • Preço - Custo (para o cliente)
  • Ponto - Conveniência
  • Promoção - Comunicação

Rentabilidade e alocação de recursos

Não basta satisfazer os consumidores, se isso não for feito de uma maneira lucrativa. A estratégia de marketing deve, portanto, identificar, atrair e manter clientes rentáveis. Ou seja, aqueles que geram um fluxo de receita que excede o fluxo de custo de se atrair, vender e serví-los. Todavia, todas as empresas perdem dinheiro com alguns de seus clientes. Em "Customers for life", Carl Seweell defende a regra 80/20, onde 20% dos principais clientes geram até 80% do lucro da empresa, metade do qual é perdido para atender a base formada por 30% de clientes não-rentáveis. A implicação é que uma organização pode ser mais rentável se souber como dispensar seus piores clientes. Existem, também, diferentes rentabilidades para cada produto ou serviço. O modelo do Boston Consulting Group, conhecido como Matriz BCG, foi pioneiro na análise estratégica da carteira de produtos relacionando a participação dos produtos no mercado e o crescimento deste mercado.

Ciclo de Vida de um Mercado

Como tudo na vida, os mercados não são estáticos; eles evoluem ao longo do tempo e é costume falar-se do conceito de ciclo de vida do mercado. É importante perceber a fase do ciclo de vida em que o mercado onde actuamos se encontra, pois as estratégias e as políticas são certamente diferentes em cada fase do ciclo de vida. O ciclo de vida de um mercado representa a sua evolução ao longo de um período de tempo e compreende quatro fases: lançamento, crescimento, maturidade e declínio.

Ciclo vida mercado.jpg
A fase de lançamento é caracterizada pelo aparecimento de novas competências, tecnológicas ou outras. As empresas que mais rapidamente conseguirem dominar essas competências, mais rapidamente adquirirão vantagens competitivas sobre os seus concorrentes. Nesta fase são necessários investimentos e, por isso, a rendibilidade não costuma ser muito elevada, começando a aumentar na fase de crescimento, caracterizada por uma taxa de expansão mais elevada, fazendo aumentar a atractividade do negócio e atraindo assim mais concorrentes. O factor-chave de sucesso nesta fase, é dotar-se de meios que permitam que a empresa cresça mais rapidamente do que os seus concorrentes.
A fase de maturidade é caracterizada por uma estabilização dos factores de evolução do "jogo" concorrencial. A crescente fidelidade dos clientes, a estabilidade das tecnologias (cujo ciclo de renovação se vai alongando) e a fraca atractividade para a entrada no mercado de novos concorrentes, contribuem para fixar as posições. Nesta fase, é normal o desaparecimento de concorrentes e as fusões e aquisições entre eles, como tem estado a acontecer na indústria farmacêutica ou nos fabricantes de automóveis. O factor-chave de sucesso nesta fase, reside na adopção de uma estrutura que permita o melhoramento da produtividade e a redução de custos, uma vez que as margens têm tendência a diminuir.
A fase de declínio é acompanhada por uma modificação progressiva da estrutura da concorrência na linha de evolução anunciada na fase de maturidade. Os principais concorrentes que se mantêm, repartem entre si a quase totalidade do mercado, cujo volume vai decrescendo a um ritmo mais ou menos acelerado. É normal darem-se reestruturações nas empresas e, se as barreiras à saída não são muito elevadas, a “desistência” de concorrentes pode verificar-se. O factor-chave de sucesso nesta fase é a redução de custos.

Ciclo de Vida do produto ou serviço


Ciclo de Vida do produto ou serviço.
O ciclo de vida de um produto ou serviço indica a possibilidade do crescimento do mercado consumidor e também indica princípios de ação que podem ser seguidos no planejamento de marketing.
Todo novo produto entra num ciclo de vida, marcado por problemas e oportunidades relativas. O estágio de introdução é marcado por um crescimento lento das venda e lucros mínimos. Aí segue o estágio de crescimento com um rápido crescimento das vendas e lucros. A empresa procura melhorar o produto. Segue a maturidade do produto, onde as vendas e se estabilizam e os lucros diminuem. Finalmente o produto entra no estágio de declínio, onde as vendas caem e os lucros também.

Bibliografia

  • GRACIOSO, Francisco. Marketing, uma Experiência Brasileira. São Paulo: Cultrix, 1971.
  • KOTLER, Philip e ARMSTRONG, Gary. Introdução de Marketing. São Paulo: LTC, 1999.
  • KOTLER, Philip e KELLER, Kevin. Administração de Marketing - 12a Edição. São Paulo: Prentice Hall, 2006. - É um clássico sobre a gestão de marketing e um dos livros de maior sucesso na área.
  • RICHERS, Raimar. O que é marketing. São Paulo: Brasiliense, 1986. - O autor participou da equipe que introduziu formalmente o conceito de marketing no Brasil (em 1954 na FGV São Paulo).
  • SCHARF, Edson Roberto. "Gestão do Conhecimento Aplicada ao Marketing". Florianópolis: VisualBooks, 2007. - Preenche a lacuna existente na disciplina de Marketing, em relação à gestão do conhecimento. Com profundidade, apresenta a criação de valor, a inovação e o relacionamento como os 3 caminhos a serem seguidos pelo Marketing.

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Por Alexandre Luiz

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Estudo sobre estatisticas

A estatística é, hoje em dia, um instrumento útil e, nalguns casos, indispensável para tomadas de decisão em diversos campos: científico, económico, social, político…
Todavia, antes de chegarmos à parte de interpretação para tomadas de decisão, há que proceder a um indispensável trabalho de recolha e organização de dados, sendo a recolha feita através de recenseamentos (ou censos ou levantamentos estatísticos) ou sondagens.
Existem indícios que há 300 mil anos a.C. já se faziam censos na China, Babilónia e no Egipto. Censos estes que se destinavam á taxação de impostos.
 
Definição
Estatística pode ser pensada como a ciência de aprendizagem a partir de dados. No nosso quotidiano, precisamos tomar decisões, muitas vezes decisões rápidas.
Em linhas gerais a Estatística fornece métodos que auxiliam o processo de tomada de decisão através da análise dos dados que possuímos.
Pesquisas de opinião
 
Problema: como seleccionar uma amostra de tal modo que as informações possam ser expandidas para toda a população?
Por exemplo, desejamos fazer uma sondagem acerca da escolha dos portugueses sobre o seu partido preferido. Acha que esta amostra é representativa?
Não. Ao seleccionar a nossa amostra devemos considerar alguns critérios de acordo com o tipo de pesquisa. Exemplo: região, sexo, nível socio-económico, idade…
  
Generalidades
Na estatística consideram-se dois ramos:

  • Estatística Descritiva, que visa descrever o real de forma de forma a permitir entendê-lo melhor;
A Estatística Descritiva trata da recolha, organização e tratamento de dados com vista a descrever e interpretar a realidade actual ou factos passados relativos ao conjunto observado. O seu objectivo é informar, prevenir, esclarecer.

  • Estatística Indutiva que, a partir de uma amostra da população, permite estender os resultados à população inteira.
A Estatística Indutiva trata de estabelecer conclusões relativas a um conjunto mais vasto de indivíduos (população) a partir da observação de parte dela (amostra) com base na estrutura matemática que lhe confere o Cálculo Das Probabilidades.
Universo ou população Estatística: conjunto de seres (humanos ou não) sobre o qual se incide o estudo feito ou a fazer.
Unidade Estatística ou indivíduo: cada elemento do conjunto anterior.
Carácter estatístico ou atributo: propriedade dos indivíduos que foi ou vai ser estudada.
Levantamento estatístico: estudo de um ou vários caracteres relativamente s certo universo.
Média: é o quociente da soma de todos os dados pelo efectivo total.
Moda: é o valor que ocorre mais vezes numa distribuição, ou seja, é o de maior efectivo e, portanto, de maior frequência.
Mediana: A mediana é o valor que tem tantos dados antes dele, como depois dele. Para se medir a mediana, os valores devem estar por ordem crescente ou decrescente. No caso do número de dados ser ímpar, existe um e só um valor central que é a mediana. Se o número de dados é par, toma-se a médias aritmética dos dois valores centrais para a mediana.

Amostra: precisa de ser:
- Representativa: deve conter indivíduos de todos os extractos da população;
- Não viciada: o número de elementos de cada extracto deve ser proporcional à população desse extracto;
 - Aleatória: em cada extracto os indivíduos devem ser escolhidos aleatoriamente;
 - Ampla: deve ser bastante alargada, para poder apresentar características semelhantes às da população total que pretende representar.
 
Tipos de gráficos
Os dados podem então ser representados de várias formas:
Diagramas de barras: Diagramas circulares:
Histogramas: Pictogramas:

(10)
(8)
(4)
(5)
(4)
= 1 unidade
Estudo Estatístico
 
Este trabalho pretende apresentar uma estatística sobre Reciclagem e tem o objectivo de mostrar o quanto a população, ou parte dela, se preocupa com o ambiente.
Através de representações gráficas, pretendo mostrar a vasta informação que foi obtida através do questionário.
Foram seleccionadas pessoas de diferentes estatutos sociais e idades.
Esta amostra consiste num número de 30 pessoas.
 
Questionário
1-É a favor da Reciclagem?
 a)Sim
b)Não
c)É-me indiferente.
2-Faz a separação dos diferentes tipos de lixo?
a)Sim
b)Não
c)Só com certos tipo de lixo (vidro, ou papel…)
3-Quais as cores dos ecopontos?
a)Verde, laranja e azul
b)Verde, azul e vermelho
c)Verde, azul e amarelo
4-O que se encontra no ecoponto azul?
a)Papel
b)Vidro
c)Plástico

5- O que se encontra no ecoponto amarelo?
a)Papel
b)Vidro
c)Plástico

6-O que se encontra no ecoponto verde?
a)Papel
b)Vidro
c)Plástico

Tabela de respostas:
1 2 3 4 5 6 7 8
1 a b a a c b c a
2 a b c a c a a a
3 c b c a c b c a
4 a b a a c a b c
5 a b c a c a c b
6 c b a a c a b c
7 a a a a c a c b
8 a b a a c c a b
9 c b c a c a b c
10 a b a a c a b c
11 a a a c c a b c
12 c b c a c a b c
13 a a a c c a b c
14 a b c a c a c b
15 a b a a c c b a
16 a b a a c a b c
17 a b a c c a b c
18 a a a c c b c a
19 a b c c c b a c
20 a b a a c a b c
21 a b a a c a b c
22 a a a a c c b a
23 a b c a c a c b
24 a a a a c c b a
25 a b a c c a b c
26 a b a a c a b c
27 a a a c c a b c
28 a b c a c a b c
29 a b c a c a c b
30 a b c a c a b c


1ª Pergunta:
Tabela: Conclusão

N %
A 25 83,3
B 0 0,0
C 5 16,7
Total 30 100,0

A partir destes gráficos podemos constatar que maior parte da amostra é a favor da Reciclagem.
Uma pequena parte diz que não é a favor da Reciclagem.
Gráfico de Barras: Gráfico Circular: Pictograma:
a) (25)
b) (0)
c) (5)
= uma resposta

2ª Pergunta:
Tabela: Conclusão

N %
A 6 20,0
B 24 0,0
C 0 80,0
Total 30 100,0

A partir destas representações gráficas podemos visualizar que maior parte da amostra não faz a separação dos lixos.
Apenas uma pequena parte faz.
Gráfico de Barras: Gráfico Circular: Pictograma:
a) (6)
b) (24)
c) (0)
= uma resposta

3ª Pergunta:
Tabela: Conclusão

N %
A 0 0,0
B 0 0,0
C 30 100,0
Total 30 100,0

Esta representação gráfica mostra-nos que não há dúvida entre os portugueses, ou certa parte deles quanto ás cores dos respectivos reservatórios de Reciclagem.
Gráfico de Barras: Gráfico Circular: Pictograma:
a) (0)
b) (0)
c) (30)
= uma resposta

4ª Pergunta:
Tabela: Conclusão

N %
A 23 77,0
B 4 13,0
C 3 10,0
Total 30 100,0

Nesta representação gráfica, podemos visualizar que 65% da amostra, 65% diz que no ecoponto azul se encontra papel, 20% diz que é vidro, e os 15 restantes dizem que é plástico.

Gráfico de Barras: Gráfico Circular: Pictograma:
a) (23)
b) (4)
c) (3)
= uma resposta

5ª Pergunta:
Tabela: Conclusão

N %
A 3 10,0
B 19 63,0
C 8 27,0
Total 30 100,0

Neste gráfico, podemos concluir que 10% da amostra diz que é papel o que e encontra no ecoponto amarela, 63% diz que é vidro, e 10% diz que é plástico o que se encontra no ecoponto amarelo.

Gráfico de Barras: Gráfico Circular: Pictograma:
a) (3)
b) (19)
c) (8)
= uma resposta

6ª Pergunta:
Tabela: Conclusão

N %
A 6 20,0
B 6 20,0
C 18 60,0
Total 30 100,0

Ao visualizarmos estes gráficos, podemos constatar que, 20% da amostra diz que o que se encontra no ecoponto verde é papel, outros 20% diz que é vidro, e os 60% acha que o que se encontra no ecoponto verde é plástico.

Gráfico de Barras: Gráfico Circular: Pictograma:
a) (6)
b) (6)
c) (18)
= uma resposta

Conclusões Finais:
Com este estudo, tive a oportunidade de fazer a recolha dos dados, analisar e tirar conclusões destes.
A primeira conclusão que pude observar foi que o meu estudo, não se trata de um estudo representativo o que me leva a lidar apenas com uma pequena amostra, e não com a população devido á quantidade reduzida de indivíduos interrogados.
Quanto à Reciclagem pude concluir que os indivíduos sabem as cores dos ecopontos, mas que maior parte não sabe a que materiais se destinam.
E apesar de a maioria dos indivíduos ser a favor da Reciclagem, a maior parte não faz esta separação.
Na minha opinião, este estudo não foi apenas um estudo vulgar. Este estudo serviu para tirar determinadas conclusões e para modificar a minha opinião em relação à instrução dos portugueses.
Portugueses estes que pensava que eram mais instruídos sobre um facto tão importante.
Bibliografia:
Matemática B - 10ºano, Ana Arede Soveral, Cármen Viegas Silva,  Texto Editora
XEQMAT – volume 2 - 10ºano, Fancelino Gomes, Cristina Viegas, Yolanda Lima, Editorial O Livro

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Por Alexandre Luiz